Chile: visita a Santiago e às regiões vinícolas do Colchágua, Maipo e San Antônio.

Visitamos Santiago e algumas das principais regiões vinícolas chilenas em Abril de 2016. Propositalmente, dividimos a estadia em Santiago em duas partes: 3 dias no início da viagem e 2 no final. O objetivo era checar os preços de vinhos nas lojas de Santiago para poder compará-los com o preço praticado pelas vinícolas. Caso não houvesse diferença significativa, teríamos tempo em Santiago para fazer compras nas lojas, onde os vinhos seriam melhor embalados para serem despachados no vôo de volta. Não houve essa necessidade, já que os preços nas vinícolas são bem abaixo dos encontrados nas principais lojas de Santiago (El Mundo del Vino e CAV).

Em Santiago ficamos em dois hotéis: Park Plaza na primeira parte da viagem, e Time Select na segunda. Ambos muito bons e bem localizados, o primeiro no bairro Providência e o segundo em Las Condes. Conhecemos os pontos turísticos mais importantes e jantamos em ótimos restaurantes, como os tão falados Aqui está Coco e Astrid y Gaston. Mas o grande achado, principalmente para quem se interessa por vinho, foi um bar/restaurante chamado Bocanariz. Indicado por Macarena da Viña El Principal e reforçado pelo Ivan da Clos Apalta, o bar oferece carta de vinhos vasta, tida como das melhores de Santiago pela Wine Spectator. Há diversas opções em taças e garrafas, além de um menu harmonizado, com entrada, prato principal e sobremesa. Imperdível para qualquer enófilo que vá a Santiago.

 

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Ceviches do Aquí está Coco

 

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Arroz Coco, “carro chefe” do Aqui está Coco
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Jarret de Cordeiro – Astrid y Gastón
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Ossobuco com Gnocchi de manjericão – Astrid y Gastón
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Risoto de frutos do mar – Astrid y Gastón

 

Em Santa Cruz, nossa sede no Vale do Colchágua, ficamos no Hotel Terraviña, rústico mas muito agradável. O hotel fica em meio a vinhedos, com bela paisagem. Nossos dias eram preenchidos com visitas às vinícolas da região e à noite jantamos em dois restaurantes locais em que não tivemos muito boa experiência. O Casa Colchágua e o Família Santis têm ambiente bastante agradável, mas a comida é comum, e não chegaram a impressionar. Os destaques gastronômicos do Colchágua ficaram por conta dos ótimos almoços  que tivemos nos restaurantes das bodegas Casa Silva e Viu Manent. 

Na volta a Santiago, ainda passamos pelo vale do San Antônio onde visitamos e almoçamos na Viña Matetic. Almoço fraco, por sinal.

Nos arredores de Santiago, visitamos duas vinícolas, ambas da região do Maipo:

Viña El Principal

Essa sempre foi uma das minhas bodegas preferidas no Chile. Quando conheci seus vinhos, há mais de 10 anos, a produção era limitada ao primeiro vinho que leva o nome da vinícola e o Memórias, segundo vinho, mas de grande qualidade. Hoje a produção inclui o Calicanto (terceiro vinho).

A vinícola, situada em Pirque, foi fundada nos anos 90 por Jean Paul Valette, reconhecido produtor e ex dono do Chateau Pavie, um Premier Grand Cru Classé de Saint-Émilion. A produção foi interrompida em 2001 com a morte de Valette. A partir de 2007, com novos proprietários, a produção foi retomada. Hoje a produção é de aproximadamente 100 mil garrafas por ano.

A nossa visita por pouco não foi cancelada. Nos dois dias anteriores houve uma chuva fortíssima na região de Santiago que causou inundações no bairro da Providência além de bloqueio de vários trechos de estrada. O acesso à El Principal foi em parte afetado, mas conseguimos chegar.

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Fomos recebido por Macarena, gentil funcionária da Bodega, que nos mostrou as instalações e nos conduziu numa longa e prazerosa degustação. Provamos os três vinhos ali produzidos:

El Principal 2012

Certamente um dos grandes vinhos chilenos. Um assemblage de Cabernet Sauvignon (93%) e Petit Verdot (7%) que tem a elegância dos grandes franceses, sem perder a tipicidade dos cabernets chilenos. Vendido na bodega a 63.000 CLP.

Memórias 2013

Um dos melhores custos benefícios do Chile. Um grande vinho, menos badalado que o seu “irmão”mais ilustre, mas de qualidade semelhante. O assemblage é de Cabernet Sauvignon (80%) e Carmenere (20%). Sai por 17.500 CLP. Difícil encontrar em todo o Chile algum vinho de qualidade semelhante a esse preço.

Calicanto 2014

O terceiro e menos elaborado vinho da El Principal. Também um dos melhores tintos chilenos por sua faixa de preço (9.000 CLP no produtor). De menor complexidade quando comparado aos outros dois, mas um vinho bem redondo e equilibrado.

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Processo de maceração da Cabernet Sauvignon

 

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Degustando os três excelentes vinhos da Bodega

Viña Aquitânia

Outra vinícola que escolhi a dedo para visitação nas proximidades de Santiago. Na verdade a vinícola é literalmente dentro da cidade, no bairro Peñalolen. Tem um visual incrível, com os Andes ao fundo. Acredito até que seja possível visitá-la usando o transporte público.

Dois vinhos dessa Bodega sempre me encantaram, um branco e um tinto. O Sol de Sol é um  Chardonnay que pode ser considerado de guarda (a safra atual no mercado é a de 2011). Sempre o tive como um dos melhores brancos chilenos. Suas uvas são produzidas bem ao sul do Chile, na região de Traiguén. Vendido a 18.000 CLP na bodega, pode ser considerado uma pechincha. O segundo é o Lázuli, 100% Cabernet Sauvignon, dali do Maipo. Tem excelente qualidade e é bastante elegante e refinado. Sai a 25.500 CLP, mais um dos grandes vinhos chilenos a preço bastante acessível.

Há ainda a linha Aquitânia, de vinhos mais básicos. Destaque para o varietal Cabernet Sauvignon, equilibrado e correto por incríveis 6.000 CLP.

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No Colchágua, visitamos vários produtores. Programar Imperdíveis:

Casa Silva

Nossa primeira parada no Vale do Colchágua, a caminho de Santa Cruz, paramos em San Fernando para o almoço. A Casa Silva é uma vinícola grande e muito conhecida. Não é das minhas preferidas do Chile, mas há muito bons vinhos. O grande atrativo é a própria vinícola, com seu ótimo restaurante, vasto vinhedo e lindas instalações. Lá há um campo de Polo em frente ao restaurante, o que torna o visual mais agradável.

Não fizemos tour ou visita à bodega e nem participamos de degustação. Próximo à entrada, há a loja, que também funciona como sala de degustações. Ali compramos umas garrafas para serem levadas ao restaurante para nosso almoço (é permitido, não há rolha e os vinhos são ligeiramente mais baratos na loja). O restaurante é altamente recomendável, o melhor assado que comemos no Chile.

O vinho premium da Casa Silva é o Altura, um corte de Carmenere (60%), Cabernet Sauvignon (20%) e Peti Verdot (20%). Já havia provado e aprovado esse vinho no Brasil, mas, mesmo na vinícola, o preço era pouco convidativo: cerca de 80.000 CLP. Levamos para o almoço, então, dois outros ótimos tintos:

Casa Silva Gran Reserva Petit Verdot 2013

Vinho de muito corpo, coloração e estrutura, se destaca pela diversidade. A Petit Verdot é uma cepa raramente usada como varietal. Geralmente participa em assemblages com pequenos percentuais. Ótima opção para acompanhar carnes vermelhas. Vale a pena prová-lo, ainda mais por um preço bastante acessível: 9.000 CLP.

Casa Silva Quinta Generación

Assemblage de Cabernet Sauvignon (40%), Carmenere (40%), Syrah (15%) e Petit Verdot (5%) de muita qualidade. Macio, redondo, é um vinho que agrada bastante. A Syrah entra para aumentar a complexidade. É vendido ali a 18.000 CLP, valor bastante justo pelo que oferece.

Neyen

Visitamos a vinícola logo na chegada ao Apalta, microrregião do Colchágua, cujo nome significa “terra ruim”. A vinícola é um pouco escondida, mais ao fim da estrada de Apalta. Nos foi recomendada pelo sommelier do Astrid y Gastón.

Produz um único vinho, o Neyen – Espiritu de Apalta. Essa bodega, dos mesmos donos da maior e menos badalada Veramonte, produz um Assemblage de qualidade excepcional. Com 55% de Carmenere e 45% de Cabernet Sauvignon, o Neyen certamente figura entre os vinhos emblemáticos do Chile. Vinho de muita expressão e excelência. Provamos as safras 2009 (de maior complexidade, em nossa opinião) e 2010.

O Neyen custa 39.000 CLP na vinícola, bom preço para um vinho do mesmo patamar dos aclamados Almaviva, Clos Apalta e Seña, que custam pelo menos o dobro.

 

Clos Apalta

A visita deve sempre ser agendada. Fomos recebido por Ivan que nos guiou por um tour individualizado pelas instalações da Bodega. Inicialmente apressado, ele foi aos poucos se soltando à medida que mostrávamos interesse no processo. Foi uma experiência muito rica.

Ao lado da Bodega há um resort com capacidade limitadíssima: lotação máxima de 8 pessoas em 4 chalés. As refeições e os vinhos são incluídos na diária de U$ 1.500,00.

A Clos Apalta faz parte do grupo Casa Lapostolle, de propriedade da mesma dona do Chateau Sancerre, vinícola de renome da apelação de mesmo nome, no Vale do Loire. Só a sede da Bodega já vale a visita. Há uma construção de 8 andares subterrâneos no meio de uma rocha de granito que foi implodida. Todo o processo de vinificação é feito por gravidade. O processo de desengaço é feito no primeiro andar (o mais alto). Dali as uvas descem para a fermentação em tóneis e barricas de carvalho. Em seguida, todo o processo é continuado, descendo os andares, até chegar na belíssima sala dos barris, onde há uma adega particular da proprietária (com grandes vinhos do Chile e do mundo – não aberta à visitação) e onde fizemos a desgustação.

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Ivan e eu, degustando ótimos vinhos
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Os andares subterrâneos da Clos Apalta

 

Após o processo de fermentação, eles fazem a sangria, processo de retirada do líquido do mosto, para aumentar a proporção de peles (ou casca) de uvas em relação ao líquido, conferindo aos vinhos maior concentração e coloração. Da porção “sangrada” são feitos os vinhos rosés.

Ali só é produzido o Clos Apalta e o Borobo, vinho de série limitadíssima (menos de 5.oooo garrafas/ano). O nome Borobo vem das iniciais das três mais conhecidas regiões francesas: Bordeaux, Rhône e Borgonha. Como não poderia deixar de ser, o assemblage contém uvas dessas três regiões: Cabernet Sauvignon (30%), Syrah (25%), Carmenere (20%), Pinot Noir (15%) e Merlot (10%)

A produção total  do Clos Apalta é de 60 mil garrafas, o que corresponde a 45 mil litros. Dos tonéis e barricas saem 60 mil litros após o processo de vinificação, gerando um excedente de 15 mil litros da produção. Essa sobra é usada na produção da linha Cuvée Alexandre, da Casa Lapostolle. Pode-se dizer então, os vinhos Cuvée Alexandre têm cerca de 3% de Clos Apalta em sua composição.

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Tonel de carvalho sendo preenchido de uvas Cabernet Sauvignon para iniciar a fermentação
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Parte da fermentação é feita em barricas de carvalho, o restante em grandes tonéis (5 mil litros) de carvalho,

 

Dos que provamos, destaque para 2 rótulos:

Clos Apalta 2011

Vinho que dispensa apresentações. Ganhou fama internacional com a safra 2005, por ter sido escolhido o melhor vinho avaliado em 2008 pela Wine Spectator. É um corte de Carmenere (71%), Cabernet Sauvignon (18%) e Merlot (11%) de muita qualidade. Um ícone do Chile vendido na vinícola por 79.000 CLP (nas lojas em Santiago chega a 120.000 CLP).

Cuvée Alexandre Merlot 2012

Interessante por se destacar na região de melhor expressão da Carmenere. Os varietais Merlot do Chile nunca me impressionaram muito, mas o Cuvée Alexandre encantou pela sua intensidade e estrutura. Foi eleito o “melhor Best Buy do ano” pela Wine Enthusiast. O custo benefício é mesmo excelente: 11.000 CLP.

Viña Montes

Outra vinícola de lindo visual e que vale a visita até pela beleza das instalações. Também no Apalta, a Viña Montes é uma vinícola de porte de médio para grande, com produção anual de 15 milhões de garrafas.

O tour é em grupos, o que é sempre uma desvantagem, mas vale a pena. Começa com um passeio de Jeep que percorre os vinhedos até chegar em um platô onde há um mirante com vista panorâmica.

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Em seguida percorremos as salas de vinificação, finalizando com a degustação. Não estavam incluídas provas dos vinhos icônicos Montes Alpha M, Montes Folly, Purple Angle e Taita, esse último o mais caro do Chile. O Montes Alpha M, o Folly e o Purple Angel eu já tinha provado em outra ocasião. São vinhos de excelente qualidade, e já com fama consolidada, por isso são caros até no Chile.

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Sala das barricas do vinho Taita. Ali, os vinhos amadurecem ao som de cantos gregorianos.

O grande destaque dos vinhos provados fica por conta de toda a linha premiumMontes Alpha. São varietais das uvas Cabernet Sauvignon, Carmenere, Syrah, Merlot, Malbec, Pinot Noir e Chardonnay expressivos e de muito equilíbrio. Talvez o melhor custo benefício do Chile – na vinícola, cada garrafa sair por pouco mais de 7.000 CLP.

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Degustando alguns varietais Montes Alpha.

Viu Manent

No segundo dia no Colchágua, paramos para almoçar na Viu Manent. Como tínhamos compromisso agendado à tarde, não deu tempo de mais nada. De qualquer forma, o restaurante vale a menção. Tem ambiente agradabilíssimo com mesas ao ar livre em um quintal cercado de vinhedos. Os assados de lá são saborosíssimos. Acompanharam bem o Viu Manent Malbec Gran Reserva, ótima expressão da Malbec no Chile.

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OWM – Own Wine Makers

Um dos pontos altos da viagem. Depois de conhecer as principais vinícolas do Colhágua, estávamos buscando vinícolas pequenas, artesanais, cujos vinhos não são encontrados no Brasil. Conversando com Nicolás, atendente do nosso hotel, ele mencionou a OWM, pequena bodega em que se pode participar do processo de vinificação. Era tudo o que procurávamos. Peguei o telefone do proprietário e partimos para lá.

Os vinhedos e a bodega ficam numa zona rural a cerca de 15 km de Santa Cruz, em direção a Lolol. Antônio, um dos proprietários, veio nos receber com muita simpatia. Era um dia de colheita, e havia a necessidade de que fosse rápida por conta da possibilidade de chuva. A bodega estava bem agitada.

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Os vinhedos são de propriedade do tio do Antônio, e as uvas são vendidas à gigante Concha y Toro. Há pouco mais de 3 anos, Antônio e seu primo Jaime tiveram a idéia de fazer o vinho próprio, com as uvas do tio. O projeto é de baixo custo e muito interessante – tudo é feito de forma bem artesanal e com muita paixão.

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Para o processo de vinificação, eles construíram um galpão de estrutura metálica, onde as uvas são fermentadas em caixas de polipropileno de (acredito) cerca de 3 mil litros. A prensa das uvas é feita manualmente e os vinhos são envelhecidos em barris de quarto e quinto usos. Tudo sem uso de recursos tecnológicos mais sofisticados.

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A prensa manual

 

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O mosto em fermentação

O resultado é ótimo. Já na primeira safra produzida, O OWM Hand Made 2013, um assemblage de Carmenere (39%), Petite Sirah (36%) e Petit Verdot (25%), recebeu nada menos que 92 pontos de Patrício Tápia, do Guia Descorchados. Tápia é o crítico de vinhos chilenos de maior reconhecimento, seria como o Robert Parker do Chile. Os vinhos são densos e bem concentrados, bem no estilo novo mundo. Prezam mais pela potência.

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Depois de visitar toda a vinícola e participar efetivamente de cada passo da produção, Antônio, com seu jeito simpático e brincalhão, nos convida a participar de uma deliciosa brincadeira. Após provar cada variedade de vinho produzido com as uvas ali plantadas (Cabernet Sauvignon, Malbec, Carmenere, Petit Verdot e Tempranillo) cada um dos participantes (éramos 4) cria seu próprio Blend. Com as proporções de cada um definidas e registradas no quadro, as variedades são retiradas dos barris com pipeta e misturadas na taça. Então partimos para uma degustação às cegas dos quatro blends recém concebidos e do blend da própria vinícola. Uma oportunidade muito interessante de entender a fundo como é a criação dos assemblages nas vinícolas.

Ao final, ainda é possível engarrafar o blend que você criou e levar o vinho para casa.

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Antônio nos conduzindo na ótima “brincadeira” em que cada um cria seu próprio Blend

 A visita a OWM é altamente recomendada para qualquer amante do vinho que esteja no Colchágua. A gentileza dos proprietários e a chance de vivenciar a criação de um vinho torna a experiência única. Me impressionou muito a possibilidade de fazer vinhos de qualidade de forma tão simples.

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Eu, entre os sócios Antônio e Jaime

Viña Matetic

Paramos na Viña Matetic para almoçar no trajeto de Santa Cruz a Viña del Mar. A vinícola é muito bonita, mas o restaurante deixa a desejar. Foi possível provar alguns dos vinhos da produção.

Destaque para a linha EQ, de alta gama,  e a linha Corralillo, mais acessível. Nos impressionaram o Sauvignon Blanc, de muito frescor, o Syrah por sua concentração e explosão de aromas e o Blend (48% Syrah, 25% Cabernet Franc, 25% Malbec e 2% Petit Verdot) pelo equilíbrio e estrutura.

Os preços são bem acessíveis: 25.000 CLP para a linha EQ e 14.000 CLP para a linha Corralillo.

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Loja e sala de degustações da Matetic

O Chile é um país impressionante. Cercado pelos Andes e o Pacífico, o país se assemelha a uma ilha, de formato bem espichado. Isso o confere uma vantagem enorme em termos de vinificação. A diversidade de latitudes e terroirs permite a produção de uma enorme gama de vinhos variados em estilos, castas e complexidade. As regiões visitadas no interior, assim como Santiago, nos encantaram. Fica a certeza de que o Chile é um país que merece ser visitado muitas vezes.

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